Pesquisar este blog

quinta-feira, 11 de julho de 2013

BNDES perdeu 38% do patrimônio em 2 anos enquanto outros Bancos lucraram bilhões

Cadê a  competência? 
BNDES perdeu 38% do patrimônio em 2 anos enquanto outros bancos lucraram bilhões.



Guido Mantega segue levando nossa economia pro buraco.

No últimos anos nenhum segmento do país conseguiu lucrar mais do que o bancário. Aliás, em toda a história do país os bancos nunca viveram uma situação tão confortável. Depois de avacalhar com uma empresa que detêm o monopólio dos combustíveis no Brasil, o PT conseguiu derrubar o maior banco de investimento do país.

Ocorre que foi divulgada uma notícia que dá conta de uma perda de 38% (quase a metade) do patrimônio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nos últimos anos, enquanto a média de cinco grandes bancos públicos e privados registrou crescimento de 25%.

A notícia expõe a crise de empresas estatais nos últimos dez anos. Após o TCU afirmar que a Petrobras está estrangulada (leia AQUI), a queda no patrimônio do BNDES mostra que a crise começa a se espalhar por outras empresas públicas que antes eram verdadeiros colossos econômicos.

O BNDES conseguiu perder patrimônio em um ambiente de lucro invejável. Dados do Instituto Economática dão conta de que entre 2003 e 2010 o lucro líquido dos nove bancos do Brasil chegou a R$ 199,4 bilhões, valor corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A bonança dos bancos na era do PT fica mais escancarada quando comparada ao governo Fernando Henrique. Entre 1995 e 2002, essas mesmas nove instituições bancárias lucraram R$ 30,7 bilhões, também em valores corrigidos pela inflação.

A notícia da queda do BNDES foi mostrada em levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

Para os economistas José Roberto Afonso e Gabriel Leal de Barros, ambos do Ibre, essa é uma clara evidência de que o governo está enfraquecendo os bancos públicos, principalmente o BNDES, com sua política de recolher dividendos antecipados. Essa é a tese que eles defendem no estudo Receitas de Dividendos, Atipicidades e (Des) Capitalização.

“O governo fala em capitalização, mas na verdade o que está acontecendo é descapitalização”, frisou Afonso. “O Tesouro sacou reserva de lucro acumulado sem um aumento de capital compatível com o crescimento do crédito.” Outra causa para esse desempenho são as “violentas” perdas sofridas pelo banco com ações de Petrobrás, Embratel e Vale, por exemplo. Para ele, essa perda de fôlego pode ter consequências negativas no mercado de crédito.

De acordo com o levantamento, o patrimônio líquido do BNDES caiu de R$ 75,602 bilhões em março de 2011 para R$ 46,799 bilhões em março passado, uma redução de 38%. No mesmo período, o Itaú Unibanco registrou aumento de 17% em seu patrimônio e o Bradesco, de 35%. O patrimônio líquido do Banco do Brasil teve expansão de 19%.

De acordo com informações da área econômica, o índice do BNDES caiu ainda mais. Não foi por acaso que o governo editou, no início de junho, a Medida Provisória 618, que autoriza o Tesouro a aumentar o capital da instituição em R$ 15 bilhões. A explicação oficial é exatamente de que o dinheiro será injetado para melhorar o Índice de Basileia do banco.

Um eventual estreitamento na possibilidade do BNDES de emprestar afetaria a principal aposta do governo para “virar” o humor na economia: o programa de concessões em infraestrutura.

Apenas em rodovias e ferrovias, o investimento previsto é de R$ 133 bilhões, dos quais R$ 79,5 bilhões ocorreriam nos próximos cinco anos. A promessa é que o banco de desenvolvimento financiará 70% dos empreendimentos – ou o equivalente a R$ 93,1 bilhões.
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário