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sábado, 29 de junho de 2013

10 Evidências de que o passe livre é uma idéia estúpida e cara


Não é preciso ser um Milton Friedman para perceber que certas idéias são ruins do ponto de vista econômico. Aqui eu apresentarei o que considero dez boas razões para crer que o passe livre é uma idéia estúpida de viés socialista e que custaria muito mais do que aquilo que pagamos pelo atual serviço privado.


Apresentarei 10 argumentos considerando principalmente a hipótese de estatização dos transportes coletivos, mas não apenas ela.


1 - Em caso de estatização do serviço, funcionários dos transportes coletivos serão funcionários públicos, ou seja: ao invés de as empresas privadas pagarem os seus salários, nós, contribuintes, é que iremos arcar com suas folhas de pagamento e todas aquelas regalias típicas do funcionalismo público;

2 - Em caso de estatização e se os governos decidirem contratar empresas terceirizadas, pagaremos muito mais caro do que hoje, pois estas empresas seriam super-remuneradas para darem conta de pagar seus funcionários e ainda obterem lucros. Além disso, as licitações nem sempre resultariam em bons serviços, visto que quem vence é quem dá a melhor proposta considerando mais a relação custo/benefício do que a qualidade;

3 - Fazer os mais ricos pagarem mais impostos para custear um 'Fundo de Transportes' que tornaria a tarifa gratuita também não é justo. Pessoas mais ricas já pagam mais impostos, pois consomem mais, costumam ter empresas que pagam pesados tributos e já dão a sua 'contrapartida' gerando emprego e renda. Sobretaxar as maiores fortunas não é justiça social: é uma injustiça com fundo demagógico.

4 - Estatizar os transportes afugentaria investidores do Brasil e poderia causar desemprego e recessão, pois significaria uma ingerência indevida do Estado no livre mercado e possível prenúncio de outras medidas socializantes;

5 - Em caso de estatização, todos os custos com a manutenção dos ônibus e metrôs, renovação de frotas e abastecimento, que hoje ficam a cargo das empresas privadas, seriam bancados pelo governo, ou seja, pelos contribuintes, e isto seria feito aumentando impostos;

6 - Parafraseando uma sábia máxima da economia, podemos dizer que toda pessoa inteligente sabe que não existe isso de transporte grátis: poderemos até rodar a catraca livremente, mas só faremos isso porque na verdade a passagem já terá sido paga por nós antecipadamente, através dos impostos;

7 - Em caso de estatização, a qualidade do serviço fatalmente diminuirá. Isto é o que a experiência brasileira demonstra. Empresas privadas precisam manter um certo controle de qualidade, e os seus funcionários 'andam na linha', pois sabem que podem ser demitidos por uma simples reclamação de um passageiro. Além disso, como essas empresas visam o lucro, cortam todos os gastos supérfluos e evitam ao máximo os desperdícios. Com o serviço estatizado, tudo indica que coisas como metas, produtividade e bom atendimento passariam para o último plano, resultando num serviço ruim e muito mais caro do que o atual;

8 - Com a estatização e o emprego de funcionários públicos nos transportes, se houver uma discussão mais ríspida entre um motorista ou cobrador de ônibus e um passageiro ou condutor de outro veículo, por exemplo, por causa de um acidente de trânsito ou de um troco errado, os cidadãos envolvidos poderão ser processados por desacato a funcionário público;

9 - Na hipótese de a tarifa ser zero para estudantes [como está para ser feito em Goiânia] e o custo dos 50% restantes [estudantes já pagam meia] ser subsidiado pelo governo, quem de fato pagará o subsídio serão os trabalhadores, muitos deles mais pobres do que os estudantes beneficiados. No caso de Goiás, a medida supostamente beneficiará somente alunos pobres. Ainda assim, a sociedade terá de pagar por isso, e sem ter sido consultada;

10 - Corrupção, cargos de confiança, cabides de empregos, burocracia e políticos profissionais no comando das empresas de transporte coletivo: este seria o provável quadro do transporte público estatizado e nas mãos dos políticos. Além de mais caro, sendo pago com os nossos impostos, ainda seria mal administrado e daria espaço aos malditos cargos inúteis da burocracia estatal. 
 

Enfim, defender a estatização dos transportes coletivos é coisa de gente que acha errado empresas lucrarem para oferecer este serviço à população dentro das regras do jogo, ou seja: é coisa de quem não gosta do capitalismo, e isto condiz muito bem com o perfil dos 'apartidários mas não anti-partidários' but mui socialistas membros do MPL. Tirar da iniciativa privada esta importante fatia do mercado significaria ao mesmo tempo enfraquecer o sistema e fortalecer no brasileiro a crença de que deve esperar que as soluções para todos os seus problemas venham do Estado, um Estado que assim receberia justificação para se tornar cada vez maior e, consequentemente, mais caro, mais poderoso e menos sujeito à vontade dos cidadãos, tal como todo Estado socialista é e sempre foi.
(Óbvio Relativo)

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