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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

UFPel Epidemio participa de artigos especiais em revista inglesa

O Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas (CPE) está prestes a extrapolar as fronteiras do país através da literatura científica. Mais precisamente através do Journal of Adolescent Health. Vai ser na segunda-feira (3), no Centro de Pesquisa em Saúde Doutor Amilcar Gigante, o lançamento de uma edição especial do periódico totalmente construída com artigos assinados pelos estudiosos locais. Vale ressaltar que a publicação mensal da sociedade americana de saúde do adolescente é considerada uma referência mundial no setor. E não é comum ela dedicar todas as páginas a um único grupo de pesquisadores.

Isso só aconteceu porque o volume de conhecimento produzido dentro do CPE é absurdo. E suficientemente capaz de compor uma edição inteira da revista. "Nós estamos extremamente orgulhosos de obter esse espaço", comemora o pesquisador Pedro Curi Hallal. "Tudo isso mostra que a UFPel e que Pelotas fazem parte do mapa internacional da ciência", emenda um dos responsáveis por coordenar o projeto ao lado dos norte-americanos. Juntos, eles reuniram 11 artigos sobre saúde do adolescente. Cada um aborda uma nuança diferente. Mas todos são baseados nos dados da Coorte de 1993 - um acompanhamento realizado pela epidemio, desde o momento do parto, com todos os pelotenses nascidos nesse ano.

Automedicação

Entre as publicações existe uma, por exemplo, que trata da automedicação. O estudo mostra que ao adquirirem esse hábito, as crianças continuam tomando remédios por conta própria pelo resto da vida e isso pode trazer consequências indesejáveis. Como o agravamento da doença ou mesmo os próprios efeitos colaterais da droga inadequadamente ingerida. Esse "achado", como dizem os pesquisadores, é importante para criar ações de conscientização e até para gerar políticas públicas na área da saúde. Porém, ele é específico para o contexto brasileiro, levando em conta que em outros países é bem mais complicado entrar numa farmácia e comprar medicamentos sem a prescrição médica.

Por outro lado, muitos dos resultados obtidos nas pesquisas e publicados no Journal of Adolescent Health podem ser aplicados em qualquer país, porque englobam apenas questões biológicas, comuns a qualquer ser humano. É o caso do artigo que trata sobre obesidade. Segundo o autor, o ganho de peso até os dois anos de idade é saudável. E recomendado, aliás. Entretanto, a partir dos quatro anos é preciso regular a alimentação, pois nessa fase os quilos a mais são sinônimo de gordura e já representam risco de transformar aquela criança tão "fofinha" num adulto obeso, carregando todas os malefícios decorrentes do excesso de peso.


Reflexo

Este e todos os outros artigos querem mostrar que a infância e a adolescência se constituem num período chave na formação de qualquer pessoa. Porque os comportamentos adotados nessa fase inicial da vida tendem a perdurar pelo resto dela. É uma época de muita experimentação, de consolidação de hábitos e que, portanto, exige muita atenção. Essencialmente dos pais.
(Leonardo Crizel - DP)

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