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terça-feira, 30 de outubro de 2012

ELEIÇÕES PELO BRASIL

QUEM VENCEU - QUEM PERDEU

Neste segundo turno das eleições, o PT, o PSDB e o PSB conquistaram o maior número das 17 prefeituras de capitais em disputa - três prefeituras cada um - sendo que a maior vitória política coube ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele conseguiu inovar em São Paulo ao consegui eleger um novato – um poste, como diziam - para a prefeitura paulista.

Já o PMDB, partido que continua tendo o maior número de prefeituras em todo o país, perdeu neste segundo turno as três capitais onde concorreu. Na eleição de 2012 como um todo, o partido de Michel Temer e de Sérgio Cabral, viu cair o número de prefeituras que detinha: a queda foi de 13,5%. Hoje ele governa quatro capitais e em 2013 estará à frente de apenas duas.

O professor e ex-ministro da Educação Fernando Haddad ajudou ao partido a retomar dos tucanos a prefeitura paulistana ao conquistar 3,387 milhões de votos nas urnas, nada menos do que 1,179 milhões de votos a mais que o tucano, ex-prefeito e ex-governador paulista, José Serra (2,708 milhões de votos). Os petistas comemoraram à note na Avenida Paulista depois de ouvirem o discurso do prefeito eleito.

Os petistas também conquistaram a capital paraibana, João Pessoa, com Luciano Cartaxo (68,13%) que derrotou o tucano Cícero Lucena. Outra vitória petista sobre os tucanos ocorreu em Rio Branco (AC), onde o candidato novato Marcus Alexandre bateu com 50,80% dos votos o tucano Tião Bocalom (49,20%) em uma vitória que será creditada aos irmãos Jorge (ex-governador, atual senador) e Tião (ex-senador, atual governador) Viana.

Tucanos bateram em Lula

Mas os tucanos podem se gabar de, com o ex-senador Arthur Virgílio, derrotarem em Manaus (AM) não apenas a senadora do PC do B, Vanessa Grazzioton, mas também ao próprio ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fez de tudo para elegê-la, principalmente para se vingar dos ataques que sofreu quando Virgílio ocupava a tribuna do Senado. Virgílio obteve 65,95%, uma vitória indiscutível. Indiretamente, perdeu também a presidente Dilma Rousseff que foi a Manaus ajudar Vanessa. 

Em Belém (PA) os tucanos também venceram com Zenaldo Coutinho, que atingiu 56,61 derrotando o candidato do PSOL, Edmilson Rodrigues. O PSDB venceu ainda em Teresina, no Piauí, com Firmino Filho que bateu no petebista Elmano Férrer.

Outro partido com três vitórias foi o PSB que sai desta eleição com o maior percentual de crescimento no número de prefeituras, muito embora elas ainda fiquem aquém dos demais partidos. Ele governava em 308 cidades e a partir do próximo ano governará 443 prefeituras.

Socialistas lideram nas capitais 

Neste segundo turno, entre as capitais dos estados a vitória mais significativa dos socialistas foi em Fortaleza (CE) com Roberto Cláudio (53,02%) ao derrotar o petista Elmano de Freitas, em uma vitória dos irmão Cid (governador) e Ciro (ex-governador) Gomes.

O partido ainda fez o prefeito de Cuiabá ao eleger Mauro Mendes (64,45%), que concorreu contra outro petista Lúdio Cabral, numa disputa bastante tumultuada. Em Porto Velho (RD), o partido conquistou a prefeitura com Mauro Nazif, que venceu o membro do Partido Verde Lindomar Garçon, com 63,03%.

Com as duas capitais conquistadas no primeiro turno - Belo Horizonte (MG) e Recife (PE) - o partido terá o comando sobre o maior numero de capitais em todo o país, roubando a posição do PMDB, que atualmente governa seis capitais.

PSOL ganha uma capital

O PSOL sai deste segundo turno com a sua primeira prefeitura de capital. Ele conquistou a prefeitura de Macapá (AP) com o candidato Clécio Luiz, ao derrotar o atual prefeito Roberto Silva, num placar de 56,59% contra os 49,41% do candidato pedetista. Foi uma renovação dos quadros políticos daquele estado e que dá maior visibilidade TAM bem ao senador do mesmo partido Randolfe Rodruigues.

O PDT conquistou duas capitais neste segundo turno, sendo a mais importante e significativa a prefeitura de Curitiba (PR) com Gustavo Fruet, um ex-tucano que já atacou duramente os petistas, inclusive o ex-presidente Lula, mas que acabou apoiado pelo PT do Paraná para derrotar o apresentador de TV Ratinho Junior. Outra vitória pedetista foi de Carlos Eduardo, em Natal (RN) que derrotou o peemedebista Hermano Moraes, impondo uma importante derrota ao líder do PMDB na Câmara, Henrique Nunes que sairá candidato a presidente daquela casa.

Cinco outros partidos conquistaram uma prefeitura cada um: Em São Luiz (MA), Edivaldo Holanda Junior, com o inexpressivo PTC, venceu um tradicional político maranhense, o tucano João Castelo; Em Vitória, outro tradicional político tucano, Luiz Paulo Veloso, foi derrotado por Luciano Rezende, do PPS; Em Florianópolis confirmou-se o favoritismo do candidato do PSD César Souza Junior em mais um derrota de um peemedebista, Gean Loureiro.

A volta do Carlismo?

Em Salvador, o Antônio Carlos Magalhães Neto, neto do tradicional cacique baiano, chegou à prefeitura em uma importante derrota do PT local, que concorreu com Nelson Pelegrino, naquele que pode ser o renascimento do Carlismo na Bahia, força política que praticamente desapareceu desde a morte do avô de ACM Neto, o ex-governador, ex-ministro e ex-senador Antonio Carlos Magalhães.

A questão é que em Salvador registra-se apenas 18% dos eleitores da Bahia. Na segunda grande cidade, Vitória da Conquista, o outro único município baiano a ter segundo turno, o PT, com Guilherme Menezes venceu Herzem Gusmão, do PMDB, em uma derrota do vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Gedel Vieira Lima.

Por fim, em Campo Grande (MS) o Partido Popular conquistou a sua segunda capital – a primeira, Palmas, foi ganha no primeiro turno – ao ganhar com Alcides Bernal o peemedebista Edson Goto.

PMDB maior perda de prefeituras

Aliás, o PMDB com estas três derrotas do segundo turno viu limitar-se a apenas duas as capitais que governará a partir de janeiro – Rio de Janeiro e Boa Vista. Atualmente ele governa quatro capitais - Salvador, Goiânia, Campos Grande e Rio de Janeiro, Nas eleições como um todo ele permanece conquistando o maior número de prefeituras, mas viu reduzirem de 1.193 as cidades que governava para 1.031 que governará a partir de 2013.

Outros que sofreram perdas foram os tucanos que detêm hoje as prefeituras de 787 municípios e, a partir de janeiro. governarão em apenas 702.

Já os petistas e os socialistas saíram ganhando. O PT que tinha antes 550 prefeituras, agora passará a ter 634, aumentando em 15% o número de cidades que governará. Já o PSB foi aquele que mais cresceu percentualmente, pulando de 308 para 443, um crescimento de 43%.
( Jornal do Brasil - Henrique de Almeida e Marcelo Auler )

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