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segunda-feira, 11 de junho de 2012

ACORDA BRASIL - Parte 2

VOTOS DA COZINHA

Noutro ponto longínquo do mesmo Estado, a política do assistencialismo prevalece até no dia da eleição. Na cozinha de sua própria casa se instala um determinado candidato, com os bolsos recheados de dinheiro trocado, para barganhar o voto dos indecisos, no dia do pleito eleitoral.
Próximo à sua casa fica uma das seções eleitorais mais movimentadas do município, onde alguns parentes ou cabos eleitorais estão encarregados de arregimentar eleitores indecisos e encaminhá-los para o devido "convencimento", na cozinha do candidato.
Sob pretexto de uma visita ao banheiro, faz-se uma romaria na casa deste candidato, sendo que antes de chegarem na "casinha" precisam passar pela cozinha, onde podem externar suas reivindicações e receber algum presente de última hora, podendo até mudar de voto ou simplesmente desistir de votar num candidato adversário.
Muitos já conhecem o esquema de outras eleições e já procuram a casa dos candidatos antes de votar. Chegam logo dizendo que ainda não votaram, sendo esta a senha para que lhes perguntem o que está faltando? A resposta vem logo em seguida: o dinheiro do lanche, da sandália ou da passagem de volta para o município onde trabalham.
Crianças são orientadas a procurar o candidato de preferência da família e declarar que a mãe deseja votar nele, mas não pode vir votar sem uma sandália nova, já anunciando o preço do voto materno e pedindo que o candidato providencie o transporte para buscar sua fiel eleitora. É a única oportunidade que a família tem para andar de carro novo e não pode ser desperdiçada. O voto tem que ser valorizado de alguma forma, sendo este um bom motivo para reivindicar também o transporte ou o dinheiro da passagem.
(Por: - Analista Judiciário da Justiça Eleitoral)

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